Sobre o Parque Nacional e Floresta da Tijuca
O Rio de Janeiro, devido à suas particularidades geográficas e topografia, tem uma particularidade interessante. Em 15 minutos voce pode sair da selva de concreto e entrar na selva da Floresta da Tijuca. É talvez dificil imaginar uma transição mais drástica. Mas este é um fato, pode-se até demorar a chegar aos portões de acesso do parque florestal, mas uma vez lá chegando, esta é a sensação.
Existem mapas com indicação dos caminhos pavimentados e também de trilhas rusticas. Mas deve-se lembrar que é de fato uma floresta e como é muito extensa, deve-se saber a melhor hora para ir, até onde pode-se ir em função da hora do dia, tomar cuidados, principalmente se entrar por trilhas que não se conhece bem. Deve-se lembrar que é de fato uma floresta.
O local é muito visitado por quem aprecia caminhadas por áreas verdes tanto pelas vias pavimentadas como pelas trilhas, e também por turístas que fazem passeios de jipes pelas estradas pavimentadas que cortam a floresta, passeios estes oferecidos por empresas especializadas. Entre os inúmeros pontos a serem visitados, estão cascatas, construções históricas, mirantes e a observação geral da selva propriamente dita.
Existem várias empresas de eco-turismo focadas nesse tipo de passeio rústico e caminhadas, que devem ser feitas em grupos acompanhadas por algum guia experiente ou por quem já esteve lá ou que conheça o local.
Setores e Como Chegar ao Local
Nesta página fala-se primordialmente da Floresta da Tijuca, cuja entrada principal fica no Alto da Boa Vista, e que é parte das terras que no passado eram chamadas de "Grande Tijuca". É neste local que existe um parque com muitas benfeitoriais, que o tornam um local com atrações pitorescas além de uma imensa reserva florestal, permitindo contato com a imensa mata através de vias pavimentadas ou trilhas. Existe outra página neste website que explica sobre os outros três setores do Parque Nacional da Floresta da TijucaA melhor entrada de acesso e mais próxima à Cascatinha, situa-se na Praça Afonso Vizeu, que por sua vez tem endereço na Rua Boa Vista, no bairro chamado Alto da Boa Vista. O local pode ser acessado por carro ou através de transporte público. Neste último caso, para quem vem de áreas da Zona Sul ou Zona Norte do Rio de Janeiro, pode-se utilizar o Metro e descer na Praça Sans Pena e de lá, na própria Praça, pegar uma van ou ónibus na Rua Conde de Bomfim, rua esta que margeia a praça. Escolha uma condução que siga em direção ao Alto da Boa Vista com parada na Praça Afonso Vizeu.
Serviços, Benfeitorias e Atendimento
No local existem benfeitorias e locais de serviços e atendimento como "Centro de Visitantes'' e local de vendas de souvenirs (ou lembranças), Bicicletário (ou local para guardar bicicletas), Estacionamento, alguns locais de sanitários públicos, áreas de lazer e restaurante.Entretanto é interessante ser precavido e preparado para o fato de que, algumas das benfeitorias ou locais de serviços e atendimento podem não estar funcionando plenamente ou disponíveis todos os dias, ou podem mesmo não estar disponíveis temporáriamente. Portanto se for visitar visitar leve água e um lanche consigo mesmo. E um saco para trazer de volta o material, para não poluir o local.
Pontos de Destaque na Paisagem

Acima imagens diversas da Floresta da Tijuca, mostrando a densa vegetação do local, cascatas e montanhas, e a cidade vista de um mirante.
Assim sendo, se tivermos que enumerar, entre os inúmeros pontos de interesse e atrações, pode-se dar destaque à Cascata Tauney e várias pequenas cachoeiras espalhadas pela floresta, o Lago das Fadas, a Gruta Paulo e Virginia, a Capela Mayrink, uma ponte suspensa feita de cabos com travessas de madeiras que passa quase sobre uma cascata, o Açude da Solidão, e uma fazenda em ruinas, que é uma reminescência dos tempos das fazendas de café, tempos estes anteriores ao replante da floresta, por ordem do Imperador Pedro II.
Mirantes
Entre os pontos de destaque, esta também o Mirante Excelsior, Vista Chinesa, e Mesa do Imperador, de onde se tem belas vistas sobre as montanhas do parque, montanhas da cidade e da cidade construída.Pico da Tijuca
"Serious hikers" ou adeptos de caminhadas longas e rigorosas escalam os 1012 metros do Pico da Tijuca. Mas é perigoso caminhar sem orientação de guia experimentado.História da Floresta da Tijuca
Abaixo uma história resumida da Floresta da Tijuca. Em outra página deste website, voce encontra uma história mais completa, cuja fonte principal foi escrita por um dos 3 mais importantes administradores e restauradores da Floresta e Parque.Orignalmente Floresta da Mata Atlântica
A Floresta da Tijuca dos dias de hoje é um pouco diferente da Mata Atlântica que existia à quatro séculos atrás, pois foi replantada e conservada, tornando-se um verdadeiro santuário no meio da cidade e também um local de lazer e turismo. Entretanto é uma mata cerrada, e que de um modo geral, proporciona a mesma visão e impressão que proporcionava aos primeiros colonizadores que aqui chegaram no Século XVI. A floresta recebeu da Unesco o título de Património da Humanidade e Reserva da Biosfera, e conta com cerca de 120 km quadrados de árvores.O Início do Reflorestamento
A Floresta da Tijuca foi reflorestada por ordem do Imperador D.Pedro II em 1861, quando ele nomeou o Major Gomes Archer com o primeiro administrador da floresta.O motivo do reflorestamente se deu para recuperar os mananciais de agua e também pelo receio de que, o efeito da devastação que a floresta sofrera em função das fazendas de café que por anos exploraram a área, secassem os rios que abasteciam a cidade.
Major Gomes Archer, O 1º Administrador
Um vez nomeado administrador da floresta, o Mojor Gomes Archer trabalhou inicialmente com 6 escravos e posteriormente com 22 trabalhadores pagos, plantando em 13 anos 100 mil mudas de arvores.O reflorestamento foi feito com espécies, em sua grande maioria, nativas do ecosistema da Mata Atlantica.
Barão Gaston D´Escragnole, O 2º Administrador
O segundo administrador, Barão Gaston D´Escragnole continuou o replantio de 1874 a 1888.O Barão não somente plantou mais de 30 mil mudas, mas também transformou a floresta em um parque para uso público, incluindo espécies exóticas, algumas pontes, fontes, lagos e áreas de lazer com a assistência do paisagista francês Augusto Glaziou que planejou os jardins da Quinta da Boa Vista.
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